O que é full face com ácido hialurônico
Full face é o tratamento da face inteira dentro de um mesmo planejamento, em vez de regiões tratadas separadamente, cada uma na sua vez. Com ácido hialurônico, isso significa que o preenchimento facial deixa de ser uma resposta a queixas soltas e passa a seguir um diagnóstico do rosto como conjunto.
O termo às vezes é entendido como "preencher tudo". Não é isso. O planejamento facial completo decide o que entra, em que ordem e com quanto produto, e pode concluir que algumas regiões não precisam de nada.
O trabalho do Dr. Fred Fortes é full face com ácido hialurônico: uma técnica de lifting, reposicionamento e reestruturação que ele desenvolveu ao longo de anos de atendimento e que deu origem ao Protocolo N3F®.
Full face não é muito produto
Tratar a face inteira não significa usar mais ácido hialurônico. A quantidade é a que o rosto pede, definida na avaliação, e não uma tabela por região.
Na verdade, planejar o conjunto é uma das formas de evitar o excesso de volume. Quando cada região é decidida sozinha, é fácil colocar produto onde o problema aparece, e não onde ele começa. Quando o rosto é lido inteiro, a proporção entre as regiões orienta cada decisão, e isso protege a naturalidade. Veja mais em ácido hialurônico deixa o rosto artificial?
Quando o planejamento completo faz diferença
Toda paciente se beneficia de uma avaliação do rosto inteiro. Mas há situações em que a diferença entre o full face e as aplicações isoladas por região fica mais evidente:
Quando a queixa principal é consequência
A queixa principal costuma ser um ponto: a olheira, o bigode chinês, o canto da boca. Muitas vezes, esse ponto é consequência da região malar que perdeu apoio e desceu. Tratar só o sulco muda o sintoma e deixa a causa onde está.
Quando a perda de sustentação é em várias regiões
A perda de sustentação quase nunca acontece num lugar só. Têmporas, maçãs do rosto, mandíbula e queixo mudam juntos, e uma região que perde apoio arrasta a vizinha. Para entender esse encadeamento, veja por que o rosto cai e quais tratamentos podem ajudar.
Quando os retoques se acumularam
Quem já fez vários retoques pontuais ao longo dos anos, cada um decidido sozinho, costuma perceber que o rosto foi perdendo proporção. Um plano para a face inteira volta a olhar o conjunto antes de decidir o próximo passo.
Quando o objetivo é envelhecer bem
Se a ideia não é só resolver uma queixa hoje, mas acompanhar o rosto pelos próximos anos, o planejamento completo cria uma base sobre a qual as manutenções trabalham.
Como o rosto é lido por regiões
Olhar a face inteira não quer dizer olhar de longe. A leitura é feita por regiões, dentro dos terços da face, sempre considerando como uma afeta a outra:
- Têmporas e terço superior: quando perdem volume, a lateral do rosto fica marcada e o olhar pesa.
- Região malar: é onde a face costuma perder apoio primeiro. O preenchimento malar, dentro de um plano, pode devolver o ponto alto do rosto.
- Ângulo da mandíbula e contorno: o contorno mandibular define a moldura do rosto. Leia como recuperar o contorno facial perdido com o envelhecimento.
- Mento e terço inferior: o mento, o queixo, participa do perfil e do equilíbrio do terço inferior.
O plano nasce desse mapa e é diferente para cada pessoa.
A ordem importa tanto quanto as regiões
No full face do Protocolo N3F®, as regiões não são tratadas em qualquer ordem. São três etapas, sempre nesta sequência e só com ácido hialurônico:
- Reposição estrutural: devolve o volume que o tempo levou, nos pontos que sustentam o rosto.
- Reposicionamento: o que desceu volta para o lugar, e é daí que vem o efeito lifting.
- Embelezamento: os traços que sempre foram seus, um pouco mais definidos, sem exagero.
O ácido hialurônico é colocado primeiro nos pontos profundos, junto aos ligamentos que sustentam o rosto. Depois vem o desenho fino. Sem a base, qualquer outra aplicação vira maquiagem.
"Não é sobre preencher. É sobre arte: respeitar o que cada rosto tem de único."
Dr. Fred Fortes
Full face no Protocolo N3F®: da sessão à manutenção
No protocolo, a reestruturação é feita na face inteira, na mesma sessão, depois da avaliação e do plano individual. O acompanhamento segue um calendário:
- Retorno em 60 dias: com tudo acomodado, os ajustes finos. É onde o resultado fecha.
- Manutenção anual: cerca de um terço da quantidade inicial, ajustada ao momento de cada paciente. Há pacientes no nono ano de acompanhamento.
E full face dura quanto tempo? A duração depende do produto, das regiões e do organismo, e o protocolo é desenhado para durar com manutenção anual. Como o rosto foi tratado como conjunto, as manutenções preservam a proporção entre as regiões, em vez de correr atrás de cada ponto que muda. Leia em detalhe quanto tempo dura o ácido hialurônico no rosto.
O ácido hialurônico usado pelo Dr. Fred é o UP Contour, da Ilikia. Em 2022, a revista IstoÉ publicou matéria sobre o método full face com ácido hialurônico e a manutenção anual.
Quando o full face não é o caminho
Planejar a face inteira não obriga a tratar. Há rostos que precisam de estrutura antes de qualquer outra coisa, e há rostos que ainda não precisam de nada. Se não fizer sentido aplicar nada no dia da avaliação, nada é aplicado.
Também há casos em que a indicação pede outra conversa. Na avaliação, o que mais pesa é a flacidez abaixo do queixo e da mandíbula e o peso do rosto, e casos com excesso de pele importante são analisados em avaliação individual, com clareza sobre o que o protocolo pode e o que não pode fazer. A avaliação acontece na Clínica N3F, no Brooklin, em São Paulo, ou no atendimento periódico em Florianópolis.
