Por que não existe um número único
Seria mais simples se houvesse uma quantidade padrão de ácido hialurônico por rosto ou por região. Não há. Dois rostos da mesma idade podem estar em momentos muito diferentes, com perdas em lugares diferentes e em graus diferentes.
A quantidade de ácido hialurônico depende do que a avaliação facial encontra: quanta perda de estrutura existe, em quais regiões, e como é a anatomia de cada pessoa. Um número de seringas definido antes de olhar o rosto é, na prática, uma tabela aplicada a alguém que não cabe nela.
No Protocolo N3F®, a regra é clara: a quantidade é a que o rosto pede, definida na avaliação, e não numa tabela.
O que define a quantidade em cada rosto
Alguns fatores pesam mais do que outros na hora de planejar a quantidade de ácido hialurônico. Nenhum deles, sozinho, dá a resposta.
O grau de perda
Quanto mais estrutura o rosto perdeu, mais apoio precisa ser reposto. O grau de perda varia com a idade, a genética, o sol, os hábitos e as variações de peso. Para entender essa perda camada por camada, veja como o rosto muda com o passar dos anos.
As regiões tratadas
As regiões tratadas também mudam a conta. Pontos de estrutura, como as maçãs do rosto e o contorno da mandíbula, pedem um raciocínio diferente de áreas delicadas e de acabamento.
O produto escolhido
Os géis variam em consistência e em reticulação. A consistência do gel escolhido para cada camada faz parte do plano, e a escolha do produto é do profissional. No Protocolo N3F®, o ácido hialurônico usado é o UP Contour, da Ilikia.
O momento de cada pessoa
O plano considera o momento de vida e de saúde de quem está na cadeira. E considera, acima de tudo, a proporção: a quantidade certa é a que devolve apoio sem mudar quem você é.
Por que contar seringas diz pouco
É comum comparar tratamentos pelo número de seringas. A comparação parece objetiva, mas deixa de fora quase tudo o que decide o resultado: onde o produto entra, em que ordem, em qual camada e com que objetivo.
Uma seringa mal posicionada pode pesar mais no rosto do que várias bem distribuídas nos pontos de apoio. Por isso o resultado não se vende por mililitro. O que conta é o planejamento facial e a leitura de quem aplica.
"Eu não vendo seringa. Eu vendo resultado e recorrência."
Dr. Fred Fortes
Mais produto não é mais resultado
Existe um erro nos dois sentidos. O mais conhecido é o excesso de volume: produto demais, ou no lugar errado, deixa o rosto pesado e é a origem mais comum do aspecto artificial. Entenda melhor em ácido hialurônico deixa o rosto artificial?
O outro erro é menos falado. Quando a perda de estrutura é grande e a reposição fica aquém do que o rosto precisa, as correções pequenas espalhadas pelo rosto podem não devolver o apoio que falta. Aí a tendência é voltar para retoques pontuais, que somam produto sem resolver a causa.
Também não é verdade que mais produto dure mais. A duração depende do produto, da região e do organismo, e volume em excesso não significa resultado mais duradouro. A naturalidade está na medida certa, e não no mínimo nem no máximo. Veja quanto tempo dura o ácido hialurônico no rosto.
Como a quantidade é definida no Protocolo N3F®
No Protocolo N3F®, a quantidade é uma decisão do plano, tomada em etapas:
- Avaliação: fotos, análise dos terços, do que perdeu estrutura e do que só parece cansado.
- Plano individual: quais regiões entram, em que ordem e com quanto produto, considerando o seu momento.
- Reestruturação: a face inteira, na mesma sessão, com a quantidade que o rosto pede.
- Retorno em 60 dias: com tudo acomodado, os ajustes finos. É onde o resultado fecha.
- Manutenção anual: cerca de um terço da quantidade inicial, ajustada ao seu momento.
O retorno de 60 dias também faz parte dessa decisão. Com o gel acomodado e o rosto visto já sem o inchaço dos primeiros dias, são feitos os ajustes finos. Nas manutenções, a lógica é trabalhar com menos produto a cada visita, porque a base estrutural já foi construída.
Quando a resposta é nenhuma
A quantidade ideal também pode ser zero. Há rostos que precisam de estrutura antes de qualquer outra coisa, e há rostos que ainda não precisam de nada. A indicação vem da avaliação, e se não fizer sentido aplicar nada nesse dia, nada é aplicado.
Para qualquer paciente, alguns cuidados valem sempre: contar ao profissional habilitado o seu histórico de saúde e os procedimentos anteriores no rosto, confirmar que o produto tem registro na Anvisa e desconfiar de propostas que definem a quantidade antes de avaliar. A avaliação acontece na Clínica N3F, no Brooklin, em São Paulo, ou no atendimento periódico em Florianópolis.
