O que o olho identifica como artificial
Ninguém olha para um rosto e pensa em mililitros. O aspecto artificial é percebido antes disso, de forma quase automática, e costuma vir de três incômodos: uma região mais cheia do que as vizinhas, uma expressão que não acompanha o que a pessoa está sentindo e um rosto que ficou parecido com outros rostos.
O primeiro incômodo é de proporção. O olho humano compara o conjunto o tempo todo: maçã do rosto com têmpora, boca com queixo, terço médio com terço inferior. Quando uma parte cresce sozinha, a conta não fecha, mesmo que aquela região isolada esteja bonita.
O segundo é de identidade. Um rosto tratado continua sendo reconhecível para quem convive com a pessoa. Quando deixa de ser, o incômodo aparece antes de qualquer explicação técnica.
Vale a distinção: resultado natural não é resultado invisível. É um rosto com mais apoio e mais frescor, em que as pessoas percebem que você está bem sem conseguir apontar o que mudou.
A causa mais comum: tratar a queixa, não o diagnóstico
Essa é a origem que mais aparece no consultório. A pessoa chega com uma queixa muito clara, o tratamento vai direto naquele ponto e a causa continua onde estava. O resultado fica cheio no lugar em que a pessoa reclamava e vazio onde o rosto perdeu apoio.
A leitura da face existe justamente para separar as duas coisas. Um diagnóstico olha o rosto inteiro e pergunta de onde vem aquilo que incomoda, porque a origem quase sempre está numa região vizinha.
A olheira que começa na maçã do rosto
A olheira parece mais funda porque a região logo abaixo dela esvaziou e desceu. Tratada só na pálpebra, ela pode ganhar peso e continuar marcando.
O sulco que começa no terço médio
O sulco nasogeniano se aprofunda quando o terço médio fica mais baixo. Preencher o sulco muda a linha, mas o rosto segue sem a base que criou aquela linha.
O contorno que começa mais acima
A mandíbula perde nitidez em parte porque recebeu o peso do que desceu de cima. Trabalhar só o terço inferior tende a deixar o rosto mais largo, e não mais definido.
Quando o rosto é levado para um padrão
Outra origem frequente é a busca por um padrão estético que circula nas redes: a mesma maçã do rosto alta, o mesmo ângulo de mandíbula, a mesma boca. Quando uma referência externa vira a meta, o plano deixa de olhar o rosto que está ali.
Cada face tem traços próprios, herdados, com assimetrias que existem desde sempre. Apagar essas marcas é o caminho mais curto para um rosto correto e sem individualidade. O critério que protege o resultado é simples: você precisa continuar reconhecível, para si e para quem convive com você.
"Não é sobre preencher. É sobre arte: respeitar o que cada rosto tem de único."
Dr. Fred Fortes
Volume no lugar de sustentação
Há uma diferença grande entre repor sustentação e acrescentar volume. Quando o objetivo vira encher, o produto entra na superfície, perto de onde o incômodo aparece, e o resultado é um rosto pesado.
O caminho oposto começa nos pontos profundos de apoio, junto aos ligamentos que sustentam a face. Com apoio embaixo, o que desceu ganha uma posição mais alta e aparece o efeito lifting. As sombras diminuem porque o rosto voltou a ter base, e não porque recebeu volume por cima. Para entender essa perda camada por camada, veja como o rosto muda com o passar dos anos.
O acúmulo ao longo dos anos
Muitos resultados artificiais não nasceram numa sessão. Foram construídos devagar, com retoques somados ao longo de anos, cada um decidido sozinho.
Cada decisão parece pequena
As aplicações isoladas por região mudam uma área sem considerar o resto. Nenhuma delas parece grande no dia, mas a soma pode ser. Sem um plano por trás, o rosto perde proporção sem que ninguém tenha decidido isso.
O rosto em movimento
O rosto não é uma foto. Volume em excesso em áreas de muita expressão, como ao redor da boca, aparece no movimento, quando a pessoa fala e sorri, mesmo que pareça bem em repouso.
Quando é hora de não aplicar
Existe uma decisão pouco falada e muito importante: a de não aplicar nada naquele dia. Um plano que só sabe somar tende a chegar no exagero mais cedo ou mais tarde.
O que muda com um planejamento da face inteira
No Protocolo N3F®, o cuidado contra o aspecto artificial está na ordem do tratamento. O planejamento facial começa pela avaliação: fotos, análise dos terços, o que perdeu estrutura e o que só parece cansado. A partir desse mapa se define quais regiões entram, em que ordem e com quanto produto.
A face inteira é tratada na mesma sequência, sempre nesta ordem e só com ácido hialurônico:
- Reposição estrutural: devolve o volume que o tempo levou, nos pontos que sustentam o rosto. É a base.
- Reposicionamento: o que desceu volta para o lugar. É a etapa que mais exige leitura de anatomia.
- Embelezamento: os traços que sempre foram seus, um pouco mais definidos, sem exagero.
A naturalidade não é um acabamento colocado no fim. Ela vem dessa ordem. Por isso as aplicações isoladas por região não fazem parte do protocolo. Se o seu receio é especificamente o produto, leia também ácido hialurônico deixa o rosto artificial?.
O que olhar na hora de escolher
Alguns critérios valem para qualquer caminho que você escolha:
- Aplicação feita por profissional habilitado, com formação na técnica que está sendo proposta.
- Produto com registro na Anvisa. No Protocolo N3F®, o ácido hialurônico usado é o UP Contour, da Ilikia.
- Uma avaliação do rosto inteiro antes de qualquer aplicação, e não uma indicação feita por foto ou por mensagem.
- Um plano individual, com a quantidade que o seu rosto pede, e não uma tabela fixa por região.
- Acompanhamento ao longo do tempo: no protocolo, retorno em 60 dias para os ajustes finos e manutenção uma vez por ano, com cerca de um terço da quantidade inicial.
Se não fizer sentido aplicar nada no dia da avaliação, nada é aplicado. A avaliação acontece na Clínica N3F, no Brooklin, em São Paulo, ou no atendimento periódico em Florianópolis.
